Passei toda a minha adolescência me preocupando com
que os outros pensavam sobre mim, sempre tive medo de ofender as pessoas e
chorava muito quando alguém me magoava, queria ficar enfiada dentro de casa, evitava
fazer amizades, ficava corada quando na escola a professora me pedia pra eu
falar algo na frente dos outros.
Por eu ser muito tímida, ao longo da minha vida me
tornei muito observadora, e comecei a avaliar e a observar as atitudes das
pessoas e percebi que aquelas mesmas pessoas que mais me criticavam, eram essas
mesmas que mais faziam coisas erradas: mentiam, não cumpriam com sua palavra, e
então me perguntei:
- O que estou fazendo com a minha vida? Por que me
importo tanto com que falam ou pensam de mim?
Foi nesse momento que percebi que a resposta era
uma só: definitivamente eu não gostava de mim, aliás, talvez eu me odiasse. Exageros a parte, mas notei que eu não me valorizava, e isso significava que eu
não me respeitava, porque eu deixava com que as pessoas me subestimassem, me
rebaixassem e me diminuíssem, e com isso eu me sentia um lixo!
O psiquiatra austríaco Sigmund
Freud que fundou a psicanálise uma vez disse:
“Antes que você seja
diagnosticado com depressão ou baixa autoestima primeiro certifique-se de que
você não está cercado por idiotas.”
Portanto, antes de você se
sentir uma droga de ser humano, reflita nas críticas que te fizeram e se realmente essas ofensas
tem fundamento.
Tem gente que para tentar
ser agradável, (eu sempre fui assim), fica se desculpando o tempo todo perante as pessoas.
Não se despreze, não se critique na frente das
pessoas, pense duas vezes antes de se descontrolar diante de alguém que te
ofendeu, não dê motivos ou vazão para que essa pessoa se sinta a dona da razão.
E por fim, dê um dane-se à
opinião de pessoas que não acrescentam nada em sua vida.
